quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Eu desejo


Que a justiça te acompanhe,
e te acompanhando, você seja justo,
e sendo justo, as pessoas te envolvam,
e te envolvendo, você se sinta protegido,
e protegido e seguro, sinta paz.

Que a paz te envolva profundamente,
e te envolvendo te serenize a alma,
e com a alma serena possa enxergar,
e enxergando, veja a Luz,
e vendo a Luz, descubra Jesus.

Descobrindo Jesus, possa perdoar,
os que lhe ofenderam,
e perdoando,
tenha tempo para praticar o bem,
aprender a não julgar, e não julgando,
viver na simplicidade e lembrar de orar,
e ao orar, lembrar-se de agradecer,
e agradecendo, entre em sintonia com o Criador,
e em sintonia com o Criador,
seja banhado pelo Amor,
e banhado pelo amor, seja Feliz,
e sendo feliz, espalhe a alegria como semente,
por onde passar seja Evangelho vivo,
que ensina com exemplos,
assim como fez um dia,
o próprio Jesus..

Paulo Roberto Gaefke

Exaltação do Natal


Se já consegues perceber a sublime mensagem do Natal de Jesus, faze um exame dos benefícios que fruis com o conhecimento e dos resultados produzidos na tua vida.


Refaze, mentalmente, o caminho percorrido, desde que a sinfonia do Natal permeou teu espírito de alegrias, e considera as tuas atitudes.


Embalado pelo cântico da esperança cristã, rememora quantas lágrimas estancastes, quantos companheiros soerguestes da queda moral lastimável, quantos corações vitalizaste com a fé clara e pura, quantas vezes silenciaste se ultrajado, se perseguido, se instado ao revide, quanto desculpaste reatando liames de afeto com o ofensor, quanto confiaste embora aparentemente perdido, apesar das tentações de toda ordem!...


Tens elegido a serenidade como companheira nas horas difíceis, o amor como sustentáculo das tuas aspirações, a caridade como normativa fraternal e a fé como lâmpada sempre acesa no curso das tuas horas?!


O Natal evoca o Rei divino descendo à Terra para amar, como uma lição viva e inconfundível de como se devem conduzir os amados que conseguem amá-Lo.


Esses, os que ensaiam amá-Lo, experimentam gáudio pelo Seu nascimento, mas não convertem a alegria em estroinice nem a gratidão afetuosa em repasto exagerado, motivando desequilíbrios e abusos de variada contextura.


Buscam, à semelhança d'Ele, aqueles que não têm tido ensejo de ser amados nem socorridos e cujo leitos de dores se encontram à mercê das escuras tormentas da aflição em que eles se debatem, convertendo os sentimentos de que se encontram possuídos em alavancas de socorro e proteção.


Não se queixam, nem lamentam, pois que têm os olhos n'Aquele que tudo cedeu e todas as honras desdenhou para exaltar o amor e elevá-lo à condição de astro-rei no arquipélago das conquistas humanas.


Se ainda não consegues sentir a glória do Natal de Jesus vibrar nas íntimas fibras do teu ser, porque a tua coleta há sido de desencantos e tristezas, perversidades e incompreensões, ou porque as amarras do cepticismo cedo te enovelaram aos pélagos da indiferença pelas questões transcendentais do espírito, evoca a história daquele Homem que medrou como lírio imaculado em chavascal odiento e não se conspurcou, que vivei sitiado pelo sofrimento de todos e não desanimou, que sofreu zombaria e apodo de toda natureza e não descreu, que se viu a sós quando mais era convocado ao testemunho ímpar e não se fez amargo nem decepcionado.


Recorda-O, simples e majestoso, face crestada pelo sol, cabelos ao vento, pés sangrentos, esguio e nobre, misturado à plebe, enxugando suor e lavando feridas, limpando raízes morais, acolitado por mulheres mutiladas nos ideais da maternidade e reduzidas à condição mais dolorosas, e por homens vencidos por impostos exorbitantes ou dominados por misérias sem nome...


Elegeu esses, os sem-ninguém, à condição de amigos, sem se voltar contra aqueles outros, também infelizes, momentaneamente guindados ao poder ou enganados pela ilusão.


A cruz em que o cravejariam mais tarde, simbolizou-a sempre, de braços abertos, aconchegando ao peito afável quantos desejassem paz e, descrentes, necessitassem de luz e vida.


Evoca-O, e deixa que cheguem ao teu espírito e o penetrem, neste Natal, as vibrações d'Ele, o amigo por quase todos esquecido, que jamais se esqueceu de ninguém.


Aquieta o turbilhão que te atordoa, e, enquanto se espraiam no ar as sutis vibrações do Natal de Jesus, escuta a voz dos anjos e alça-te dos sítios sombrios onde te demoras para as culminâncias do amor clarificador de rotas em homenagem ao Governador da Terra, quando da sua visita, no passado, para que, agora, novamente Ele te possa visitar, sendo o conviva invisível e presente na formosa festa de paz em que se converterão tuas horas de agora em diante.



O Natal é mensagem perene que desceu do Céu para a Terra e que agora, em ti, se levanta da Terra na direção do Céu.


Livro: Lampadário Espírita
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ofendendo-se


As pessoas maduras não se abalam por causa de comentários indelicados de outras pessoas. De vez em quando as pessoas dizem coisas para nos testar e fazem comentários do tipo: “você não trabalha duro!” ou “você come demais!” ou ainda “todo mundo sabe que você casou com ele por dinheiro!”. Às vezes, essas coisas são ditas por inveja, mas com freqüência, são ditas para provocar uma reação. Qualquer que seja o motivo, a melhor maneira de lidar com isso é sorrir e, ou não dizer nada, ou concordar com a pessoa.

Assim sendo, da próxima vez que seu vizinho o vir em seu carro novo e disser: “você não trabalha quase nada e, ainda assim, eles lhe pagam uma fortuna!”, simplesmente sorria e responda: “não é maravilhoso?”. Você não tem de explicar nada sobre suas responsabilidades e sobre o tempo que fica “ralando” no trabalho. Não precisa justificar. Apenas sorria e deixe isso para lá.

Quando a sua cunhada observar coisas do tipo: “você está sempre tirando férias!”, concorde com ela. Diga: “sim, adoro tirar férias!”. Se o seu primo disser: “puxa, você deve ter gasto uma nota nessa piscina”, sorria e fale: “pode apostar que sim. É que detesto piscinas baratas”!
Não se deixe perturbar. Você não vai ganhar nada discutindo com seu primo, sua cunhada, seu vizinho ou com quem quer que seja. Quando encontrar com pessoas assim, concorde com elas de uma maneira gentilmente natural. Se você começar a tentar se defender, estará frito.

Em poucas palavras: somente pessoas que “pensam pequeno” fazem comentários desagradáveis; e somente pessoas que também “pensam pequeno” se ofendem. Seja alguém que “pensa grande”.


Andrew Matthews, no livro "Faça amigos"

Natal...

Dizem que Simeão, o velho Simeão, homem justo e temente a Deus, mencionado no Evangelho de Lucas, após saudar Jesus criança, no templo de Jerusalém, conservou-o nos braços acolhedores de velho, a distância de José e Maria, e dirigiu-lhe a palavra, com discreta emoção:


- Celeste Menino - perguntou o patriarca -, porque preferiste a palha humilde da Manjedoura? Já que vens representar os interesses do Eterno Senhor da Terra, como não vestiste a púrpura imperial? como não nasceste ao lado de Augusto, o divino, para defender o flagelado povo de Israel? Longe dos senhores romanos, como advogarás a causa dos humildes e dos justos? Porque não vieste ao pé daqueles que vestem a toga dos magistrados? então, poderias ombrear com os patrícios ilustres, movimentar-te-ias entre legionários e tribunos, gladiadores e pretorianos, atendendo-nos à libertação... Porque não chegaste, como Moisés, valendo-se do prestígio da casa do faraó? quem te preparará, Embaixador eterno, para o ministério santo? que será de ti, sem lugar no Sinédrio? Samuel mobilizou a força contra os filisteus, preservando- nos a superioridade; Saul guerreou até à morte, por manter-nos a dominação; David estimava o fausto do poder; Salomão, prestigiado por casamento de significação política, viveu para administrar os bens enormes que lhe cabiam no mundo...


Mas... tu? não te ligaste aos príncipes, nem aos juízes, nem aos sacerdotes... Não encontrarias outro lugar, além do estábulo singelo?!...


Jesus menino escutou-o, mostrou-lhe sublime sorriso, mas o ancião, tomado de angustia, contemplou-o, mais detidamente, e continuou:


-Onde representarás os interesses do Supremo Senhor? sentar-te-ás entre os poderosos? escreverás novos livros da sabedoria? improvisarás discursos que obscureçam os grandes oradores de Antena e Roma? amontoarás dinheiro suficiente para redimir os que sofrem? erguerás novo templo de pedra, onde o rido e o pobre aprendam a ser filhos de Deus? ordenarás a execução da lei, decretando medidas que obriguem a transformação imediata de Israel?


Depois de longo intervalo, indagou em lágrimas:


-Dize-me, ó divina Criança, onde representarás os interesses de nosso Supremo Pai?


O menino tenro ergueu, então, a pequenina destra e bateu, muitas vezes, naquele peito envelhecido que se inclinava já para o sepulcro...


Nesse instante, aproximou-se Maria e o recolheu nos braços maternos. Somente após a morte do corpo, Simeão veio a saber que o Menino Celeste não o deixara sem resposta.


O Infante Sublime, no gesto silencioso, quisera dizer que não vinha representar os interesses do Céu nas organizações respeitáveis mas efêmeras da Terra. Vinha da Casa do Pai justamente para representá- Lo no coração dos homens.



Livro: Antologia Mediúnica do Natal

Irmão X & Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Terra - Bênção Divina


"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito,
para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."
– Jesus (João, 3:16.)


Não amaldiçoes o mundo que te acolhe.
Nele encontras a Bênção Divina, envolvente e incessante, nas bênçãos que te rodeiam.

O regaço materno...
O refúgio do corpo...
O calor do berço...
O conforto do lar...
O privilégio da oração...
O apoio do alfabeto...
A luz do conhecimento...
A alegria do trabalho...
A riqueza da experiência...
O amparo das afeições...

Do mundo recebes o pão que te alimenta e o fio que te veste.
No mundo respiraram os heróis de teu ideal, os santos de tua fé, os apóstolos de tua inspiração e as inteligências que te traçaram roteiro.

O Criador não no-la ofertou por exílio ou prisão, mas por escola regenerativa e abrigo santo, qual divino jardim a pleno céu, esmaltado de sol, durante o dia, e envolvido de estrelas, durante a noite.

Se algo nele existe que o tisna de lágrimas e empesta de inquietação, é a dor de nossos erros...

Não te faças, assim, causa do mal no mundo, que, em todas as expressões essenciais, consubstancia o Bem Maior em si mesmo.

Lembra-te de que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”


EMMANUEL
(Do livro "Palavras de Vida Eterna", Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)

Comunicar com Deus


Comunicar com Deus é abrir as portas do coração e deixar que toda emoção de seu intimo entre em ação. Comunicar com Deus é contar suas mágoas, suas tristezas, suas alegrias, seus planos. É fazer um passeio dentro de seus mais altos anseios. É estar de frente com a verdade. É contar com a realidade que pode ser mudada em oração diante do instante em que se entrega o espírito ao Pai de toda a Razão. Comunicar com Deus, é entregar para recomposição a vivência do dia a dia para que possamos ser reabastecidos de força, amor e coragem para continuarmos, sempre nossa viagem! Abra o seu coração! Comunique-se! O Pai por ti aguarda meu irmão!

(Cora Maria )

Consciência

Para a consciência do corpo a alma parece esotérica.
Ela é, porém, nossa verdadeira identidade.
Nós a substituí-mos pela nova realidade daquilo que nos parece objetivo,
mensurável, concreto.
Viramos as costas para a verdade e em seu lugar abraçamos a ilusão
temporária da consciência material.
O misterioso, o inexplicável ou o miraculoso
nos deixam maravilhados, mas são expressões
normais de nossa natureza original.
Para voltar ao amor, precisamos entender
que a consciência da alma é a mais descomplicada
e simples maneira de ser.


Roger Cole, Missão de Amor, Editora Gente, 2001